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domingo, 4 de agosto de 2013

Prólogo

Uma estrela morreu.

Há muito tempo atrás, uma estrela morreu. Mas não pense que ela morreria assim, em silêncio, retirando-se em si mesma, a aposentadoria gloriosa dos corpos celestes. Ah, não. Essa estrela, soberba em sua existência, não iria se despedir sem deixar sua marca na cruel história do universo.

Quando ela morreu, foi o espetáculo mais terrivelmente belo de toda a criação. E com isso, selou para sempre o destino de uma pequena pedra muito distante dali.

É até irônico pensar em como a humanidade estava condenada antes mesmo de nascer. Tudo, as guerras, as vitórias, o choro e o amor que vivenciaram; tudo o que fizeram nesse piscar de olhos que foi a tal da “grandiosa jornada humana” aconteceu na antessala de seu cadafalso.

Mas nós sobrevivemos.

Órfãos e famintos, nós sobrevivemos.

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