Biologia dos Filhos da Supernova para
iniciantes:
Uma aula por mim, Professora Ellie!
(Sintam-se honrados)
Não se sabe exatamente que mudanças
genéticas ou ambientais fazem com que uma pessoa aparentemente normal se torne
um Filho da Supernova. No inicio, acreditava-se que era uma mutação genética
inata. Porem, logo notaram-se casos em que todos os sintomas típicos dessa “mutação”
apareceram até dez a vinte anos após o nascimento, e, nesse meio tempo, o
sujeito em questão não apresentar nenhum comportamento que não seja
completamente humano.
Já em relação a suas, digamos,
“habilidades e necessidades”, os estudos conduzidos já chegaram a uma série de
conclusões. Apesar de muitas peculiaridades ainda serem um mistério, a física
em geral sobre como seus corpos funcionam já foi parcialmente desvendada. Antes
dos Supernovas, se tinha conhecimento de quatro estados da matéria: sólido, líquido,
gasoso e plasma (quando um gás em altas temperaturas se torna ionizado). Mas,
com o Cataclismo, se descobriu um quinto estado da matéria, em muito semelhante
ao plasma em suas características iônicas, energéticas e magnéticas, contudo,
sem ser necessário o aquecimento a altas temperaturas. Esse quinto estado, foi
constatado também, só sem manifesta em origem biológica, originado diretamente
de glândulas especiais no corpo dos Supernovas.
Esse estado foi posteriormente
chamado de Chi, em referência ao nome dado a energia vital na cultura chinesa.
Apesar dos esforços, jamais foi possível sintetizar o Chi em laboratório, nem
mesmo extrair as glândula que o produzem, pois essas se desintegram no momento
em que são retiradas do organismo. Uma das propriedades mais interessantes do
Chi é como ele pode ser controlado facilmente pelo Supernova que o possui,
desde que haja um mínimo de treinamento.
O Chi possui uma alta demanda
energética para ser criado e mantido. Por isso os Supernovas precisam de
grandes quantidades de energia para se manterem vivos. Eles podem ingerir,
digerir e metabolizar alimentos orgânicos, porém eles não tem a capacidade de
fornecer a demanda energética do metabolismo basal de um Supernova, que pode
superar as cem mil calorias diárias. Os Filhos da Supernova geralmente
demonstram preferência por consumir eletricidade, mas podem também se alimentar
de vários tipos de radiação, inclusive, com algum treinamento, de luz. Quando
se alimentam de uma alta dose. A área usada no contato geralmente adquire uma
luminosidade cuja cor varia de acordo com a carga empregada. Inclusive essa luminosidade
pode muitas vezes entregar o Supernova fugitivo.
A maioria dos testes aplicados pelo
Arco para testar se uma pessoa é um Supernova pode ser facilmente manipulado se
o sujeito testado tiver pleno controle de seu Chi. Testes de magnetismo e de
potencial elétrico são regularmente aplicados, mas perdem sua eficácia pois tem
de ser aplicados em baixas cargas para que o teste seja considerado seguro (um
teste efetivo – que não pode ser enganado-
geralmente leva humanos comuns a óbito).
O mais famigerado teste, também, pode
ser engando. O Chi, ao absorver a energia que é o alimento do Supernova, também
protege o seu corpo dos efeitos nocivos desta. Pois assim, apesar de poder
absorver cargas elétricas altíssimas, não há qualquer dano visível em sua pele
(queimaduras são o mínimo de se esperar de um ser humano). O teste Kriston
aplicado em todo cidadão do Complexo no nascimento e em outras ocasiões
aleatórias durante o decorrer de sua vida, consiste em justamente criar essa
queimadura que pode ser exposta como um símbolo de humanidade por aqueles que a
possuem. Porém, esse teste também é falível. Com um bom controle do Chi, é
possível desviá-lo da área a ser queimada tempo o suficiente para deixar a pele
sem qualquer proteção. Porém, é ainda o teste mais confiável, pois o engodo só
funciona em um Supernova bem treinado que não tenha se alimentado por um longo período
de tempo. Essa é a razão das aplicações aleatórias do teste.
(Viu? Depois dizem que a Ellie aqui
não presta atenção nas aulas! Não da escola é claro. Aquele eram apenas um
sonífero com aplicação de seis horas.)
Reprodução dos Filhos da Supernova:
Errr... próximo assunto por favor!
Psicologia dos Filhos da Supernova:
Resumindo em uma sentença:
Hum, é um negocio complicado! Tudo o
que eu sei é: não confie em um filho da Supernova. Bom, eu sou um deles, e eu
não sou confiável. Mas de longe eu sou a “menos pior”, por assim dizer. Toda
essa perseguição, paranoia e fome pode deixa-los, errr... meio malucos. Doidos
de pedra. Eles são conhecidos por serem criaturas impulsivas e dadas a seus
instintos primitivos, que pouco dão ouvidos à razão. Apesar de o consumo
excessivo de energia causar-lhes o envelhecimento precoce e até a morte, se
fosse lhes dada uma fonte ilimitada de eletricidade, um Supernova costuma
absorver energia até a morte. Falando em morte, bom, se um deles quer lhe fazer
algum mal (costumeiramente fatal), para ele basta apenas um toque, e se um
supernova está determinado a mata-lo, pouco há a se fazer se a pessoa não
possuir o equipamento especial em poder do Arco.
Bom, eu gostaria de poder lhes dizer
que isso não é verdade. Mas pelo pouco que vi, os Supernovas podem ser bem
violentos. Então, lembre bem da regra: não confie no Arco, não confie nos
Supernovas. Não confie em ninguém.
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